heranças - Rachadura Visual % %

um dos poemas que estará em heranças

tá no ar a pré-venda do meu primeiro livro de poesias que vai sair pela editora urutau. um sonho tão grande que desde que me entendo por gente aspiro e agora se torna realidade.

a pra já garantir o seu é só clicar aqui. se quiser saber mais sobre como tá funcionando a pré-venda, vou te contar agoraaaaaa!

a pré-venda está acontecendo na plataforma do benfeitoria e fica aberta até dia 09/05/2021. são várias as possibilidades de apoio a partir de R$ 20,00, mas se quiser mais, pode! tem livro digital, livro impresso pra poder cheirar, com e sem dedicatória, olhe só. 

a 1ª meta é de R$ 1.800,00, que é o valor mínimo para a editora cobrir os custos de edição, pagando todos os profissionais envolvidos (revisão, diagramação, capa e edição), custos de ISBN/ficha catalográfica e a impressão dessa tiragem inicial. se a gente não alcançar a meta, os valores serão devolvidos. se a gente alcançar a meta, a gente dobra a meta, você recebe seu livro, incentiva o trabalho da escrita, permite que outros exemplares saiam país afora e aí é só sucessagem e gritaria!

eu to muito feliz que isso tudo tá acontecendo e preciso de vocês todes porque afinal, a gente escreve é pro mundo todinho ler e vai ser um prazer infinito estar na casa de vocês através de heranças

se você quiser saber mais sobre o livro, te conto tudinho mais abaixo, vem cá <3

p.s.: essa ainda não é a capa do livro!!! apenas imagens para a divulgação da pré-venda tahhhhh!

imagem ilustrativa para a campanha de pré-venda do livro

spoiler da orelha de heranças

listar os pecados todos
cometê-los
um
a
um

Em seu livro de estreia, Keythe Tavares exercita uma escrita de si que é tomada por diferentes forças: passando pela figura materna e, principalmente, pelos discursos da igreja, a voz lírica aqui impostada se detém nos detalhes dos espaços, nas conversas do cotidiano, nas frestas dos fatos. O rosto nas tomadas, os dentes amarelados, o pão que não cresce, a toalha com o nome bordado errado. Seria sua certidão de nascimento? 

A poeta recolhe elementos do passado com gosto e vontade. Quer elaborar a memória com crítica e desapego, mas sem deixar de lado a importância dos gestos das/os antepassadas/os e do lugar de onde veio: o cerrado. As cenas com a mãe e com o pai e, até mesmo, as severas leis religiosas – mesmo que apareçam como fantasmas – contribuem para que a/o leitor/a visualize essa menina crescida, que vê tanto a graça quanto a desgraça. 

Bianca Gonçalves
Pesquisadora, professora e poeta

imagem ilustrativa para a campanha de pré-venda do livro
Orides Fontela (1986)

meu livro heranças acontece em diálogo com dois poemas homônimos de Orides Fontela, um de 1973 e outro de 1986. assim que li o de 1986, publicado no livro Rosáceas, tantas memórias foram ativadas.

encontrei Orides já no meio do percurso da escrita, também pudera, escrevo “heranças” há alguns anos. encontrei em seus poemas uma liga para meu livro, epígrafe e até o título.

parece que sou bem fã girl de Orides, né? e sou mesmo encantadíssima com a obra dessa mulher que disse um dia numa entrevista “o maior bem possível é a poesia”. 

não sei a autoria da foto. procurei até e não
achei.
mas gosto de pensar em Orides assim
como na foto,
perto de livros que ela amava.

Orides Fontela (1986)

meu livro heranças acontece em diálogo com dois poemas homônimos de Orides Fontela, um de 1973 e outro de 1986. assim que li o de 1986, publicado no livro Rosáceas, tantas memórias foram ativadas.

encontrei Orides já no meio do percurso da escrita, também pudera, escrevo “heranças” há alguns anos. encontrei em seus poemas uma liga para meu livro, epígrafe e até o título.

parece que sou bem fã girl de Orides, né? e sou mesmo encantadíssima com a obra dessa mulher que disse um dia numa entrevista “o maior bem possível é a poesia”. 

não sei a autoria da foto. procurei até e não
achei.
mas gosto de pensar em orides assim
como na foto,
perto de livros que ela amava.

mais um poema  que estará em heranças

imagem ilustrativa para a campanha de pré-venda do livro

um pouco mais sobre heranças

em contraste com o poema homônimo de 1986 que citei dias atrás, neste de 1973, Orides me diz que além da concreta, há a herança abstrata. essa, por sua vez, maleável, mutável e suscetível ao esculpir do tempo.

guiada pelos poemas de Orides Fontela, em meu livro heranças deslizo entre memórias de passados que formam a matéria bruta do meu presente. sabe quando dizem “tudo tem a ver com tudo”? 

a divergência de sentimentos que o olhar para trás provoca. mergulhar nas lembranças. fragmentos. alegrias. medos. objetos. sensações. dores. culpas. decepções. conflitos. de ontem, é sabido, alimentam o hoje a colheradas.

o que você gostaria de lembrar do seu passado? o que você gostaria de esquecer? aquela memória que sem pedir licença, sem explicação, chega nítida, turva, imagem, palavra. é bom. é muito bom. é ruim. é dilacerante. e pode ser tudo ao mesmo tempo. 

quanto mais coragem, mais se lembra.
o que fazia sentido antes?
quanto mais coragem, mais se esquece.
o que faz sentido agora? 

sabendo que toda e qualquer vivência tem suas particularidades e diferenças, é no estímulo e na curva da memória que te alcanço. na dicotomia que é lembrar para esquecer.

escrevo para curar. escrevo para lembrar. lembro para mudar. escrever para escolher. subverter o caminho óbvio da herança. descolar o tempo. rejeitar o ontem como quem diz: o presente e o futuro são meus.  

Orides Fontela (1973)

Orides Fontela (1973)

um pouco mais sobre heranças

em contraste com o poema homônimo de 1986 que citei dias atrás, neste de 1973, Orides me diz que além da concreta, há a herança abstrata. essa, por sua vez, maleável, mutável e suscetível ao esculpir do tempo.

guiada pelos poemas de Orides Fontela, em meu livro heranças, deslizo entre memórias de passados que formam a matéria bruta do meu presente. sabe quando dizem “tudo tem a ver com tudo”? 

a divergência de sentimentos que o olhar para trás provoca. mergulhar nas lembranças. fragmentos. alegrias. medos. objetos. sensações. dores. culpas. decepções. conflitos. de ontem, é sabido, alimentam o hoje a colheradas.

o que você gostaria de lembrar do seu passado? o que você gostaria de esquecer? aquela memória que sem pedir licença, sem explicação, chega nítida, turva, imagem, palavra. é bom. é muito bom. é ruim. é dilacerante. e pode ser tudo ao mesmo tempo. 

quanto mais coragem, mais se lembra.
o que fazia sentido antes?
quanto mais coragem, mais se esquece.
o que faz sentido agora? 

sabendo que toda e qualquer vivência tem suas particularidades e diferenças, é no estímulo e na curva da memória que te alcanço. na dicotomia que é lembrar para esquecer.

escrevo para curar. escrevo para lembrar. lembro para mudar. escrever para escolher. subverter o caminho óbvio da herança. descolar o tempo. rejeitar o ontem como quem diz: o presente e o futuro são meus.  

posfácio por Francisco Mallmann

depois de atravessar ainda é travessia:
dez gestos com keythe tavares

I
Um posfácio como uma paragem, depois de cruzados os caminhos todos, as páginas anteriores, as imagens, as superfícies da folha, todos os lados que existem na escrita. Parar aqui, um pouco, um tanto. Depois seguir atravessando, atravessadas.

II…

o restante vai estar no livro 🙂

foto de Laís Melo

keythe tavares 

é bem do meio do cerrado, nascida no goiás e criada no tocantins. foi atendente, empacotadeira, cabeleireira, crente, estudante de jornalismo, assistente de padaria, secretária, vendedora de livros, cozinheira, garçonete e a poesia ali, atravessando tudo, objetivo e prumo. hoje, trabalha e vive da escrita, colagens manuais e projetos audiovisuais. em 2020 lançou até o caroço, publicação independente com colagens e poemas desmembráveis pra passar de mão em mão. e agora lança heranças, seu livro de estreia.

keythe tavares 

é bem do meio do cerrado, nascida no goiás e criada no tocantins. foi atendente, empacotadeira, cabeleireira, crente, estudante de jornalismo, assistente de padaria, secretária, vendedora de livros, cozinheira, garçonete e a poesia ali, atravessando tudo, objetivo e prumo. hoje, trabalha e vive da escrita, colagens manuais e projetos audiovisuais. em 2020 lançou até o caroço, publicação independente com colagens e poemas desmembráveis pra passar de mão em mão. e agora lança heranças, seu livro de estreia.

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